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AVANÇO

Após conquistar abertura de diálogo com Petrobras, FUP indica suspensão da greve

Mediação com estatal no TST está marcada para sexta-feira 21. Ainda assim, ato desta quinta-feira 20, em São Paulo, está mantido

  • CUT, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 20/02/2020 12:37 / Atualizado em 20/02/2020 12:38

FUP e sindicatos indicam suspensão provisória da greve para acumular forças na negociação mediada pelo TST

Foto: Luiz Carvalho/Sindipetro

Protagonistas de uma das mais importantes e simbólicas greves da história recente do país, os petroleiros garantiram a suspensão das demissões na Fafen-PR e conquistaram a abertura de um processo de negociação mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Fatos que refletem a importância da maior greve que a categoria já realizou desde maio de 1995.

Reunidas na quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, as direções sindicais de todo o país avaliaram que o momento é de acumular forças para buscar o atendimento da pauta de reivindicações que a gestão da Petrobrás tem se recusado a negociar. O Conselho indicou a suspensão provisória da greve para que a Comissão Permanente de Negociação da FUP possa participar na sexta-feira, 21, da negociação no TST, junto com representantes do Ministério Público do Trabalho. O indicativo destaca ainda que a greve será retomada, caso não haja avanços na mediação feita pelo Tribunal.

Ato desta quinta 20 mantido

Ainda assim, está mantido o ato desta quinta 20, em São Paulo, em solidariedade aos petroleiros, em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. Com concentração às 16h30, em frente ao Masp, o ato é chamado pelas frentes Povo sem Medo e Brasil Popular.

Força da greve

“Nossa greve foi construída e fortalecida, dia após dia, com organização, estratégia e respeito à categoria. Conseguimos um canal de negociação que só foi possível por conta da força da greve, da ocupação de 30 dias em Araucária, da nossa permanência aqui na sede da Petrobrás desde 31 de janeiro, da vigília em frente ao prédio, dos atos e manifestações de apoio e solidariedade que aconteceram em todo o país, como a marcha histórica de ontem, no centro do Rio”, reforça o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

“Essa unidade que está sendo demonstrada na greve trouxe esperança para os trabalhadores da Fafen e para as nossas famílias. Foi a greve que obrigou a Petrobrás a suspender as demissões em massa e a reverter as que já haviam sido aplicadas contra 144 companheiros”, afirma o petroquímico Ademir Jacinto, diretor do Sindiquímica-PR e um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação da FUP, que está há 20 dias ocupando uma sala na sede da Petrobrás.

Ele ressalta a importância da abertura de um processo de negociação para que seja garantido o cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde a Araucária Nitrogenados se compromete a não promover despedida coletiva ou plúrima sem prévia discussão com o sindicato.

A luta é contínua

A categoria petroleira segue mobilizada em defesa dos empregos, contra o desmonte do Sistema Petrobrás e por preços justos para os derivados de petróleo.
A interrupção da greve está condicionada ao avanço da gestão da empresa na negociação com os trabalhadores.
A luta não cessa. A luta é contínua.

 

 

Íntegra do documento da FUP, com orientações para os sindicatos:


 



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