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Mobilização

Bancários do BB e Caixa na luta contra reestruturações

Trabalhadores vestiram preto contra ataques aos seus direitos e na defesa dos bancos públicos, fundamentais para o desenvolvimento do país; novos atos conjuntos estão agendados para os dias 10 e 18 de março

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 27/02/2020 16:57 / Atualizado em 03/03/2020 17:17

Dirigentes visitaram agências e concentrações do BB (foto acima) e da Caixa e conversaram com os bancários sobre os ataques e a necessidade de mobilização

Montagem: Fabiana Tamashiro

Os trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa se uniram nesta quinta-feira 27 para protestar contra as reestruturações impostas pelas direções dos dois bancos públicos, sob ordens do governo federal. Além de vestirem preto, os bancários participaram de reuniões de mobilização em agências e departamentos. Já estão programados novos atos para os dias 10 e 18 de março.

Sindicalize-se e fortaleça a luta em defesa dos direitos dos bancários

Na Caixa, a reestruturação prevê descomissionamentos sumários e a transferência arbitrária de empregados. Já no Banco do Brasil, as medidas reduzem a remuneração dos funcionários, extinguem cargos e criam outros, alterando o plano de carreira e podem trazer prejuízos também para a Participação nos Lucros e /ou Resultados (PLR).

Nos dois bancos públicos, que possuem papel fundamental para o desenvolvimento do país e na execução de programas sociais, o objetivo é reduzir a importância das instituições e prepará-las para a privatização.

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Caixa

“Essa desestruturação não é só na Caixa e no BB. É em todo serviço público. Começa pelas falas dos atuais governantes, desfazendo do serviço público, como se não fosse importante para a população. No caso da Caixa e do BB, esse processo vai além, com a gestão dos presidentes colocados nessas instituições para fazer o papel burocrático de desmontar as empresas com essas reestruturações. Nós, trabalhadores do BB e Caixa, não só somos os mais afetados, mas também somos os que têm mais informações sobre o que vem acontecendo com essas empresas que são públicas, que são dos brasileiros. É nosso dever dialogar com a população e lutar para manter não só os nossos direitos, mas também o direito de todos os brasileiros de ter intactas essas empresas, que são um patrimônio público”, diz a dirigente do Sindicato e empregada da Caixa, Vivian Sá.

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“Hoje, nosso presidente é um brigadeiro, o brigadeiro Mozart Farias, já que Pedro Guimarães está em Nova Iorque buscando vender as partes mais rentáveis da Caixa. Esse brigadeiro assumiu a vice-presidência logística da Caixa, que deveria ser assumida por empregado da Caixa, por meio de processo seletivo fajuto. É uma ingerência política da presidência da República. É fundamental que o empregado tenha consciência do que está acontecendo no nosso país. Os altos preços da gasolina e de diversos produtos. E, nos bancos públicos, não é diferente. A política de redução dos juros por meio dos bancos públicos está sendo sucateada, no caso da Caixa, com a venda de suas partes mais rentáveis e com o sucateamento da concorrência com bancos privados”, acrescenta o diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

Banco do Brasil

Para João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e também diretor do Sindicato, as reestruturações antecipam a reforma administrativa pretendida pelo governo federal.

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“A reforma administrativa ainda tramita no Congresso Nacional, mas o governo já antecipa medidas de reestruturação nos bancos e demais empresas públicas. A imposição de novas regras de contratação, demissão e alterações nas carreiras profissionais, além de limitar gastos com a saúde dos trabalhadores, são medidas da reforma ainda em discussão, mas que já estão sendo implementadas”, explica Fukunaga.

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“A direção do BB tenta vender gato por lebre, alegando que as mudanças serão benéficas para os bancários. Porém, os funcionários do BB e suas entidades representativas sabem que o objetivo é impor uma redução salarial e atacar o papel social do banco, precarizando serviços para tentar convencer a opinião pública a se posicionar favorável a uma possível privatização, uma espécie de sonho do presidente do BB, Rubens Novaes. Aliás, nunca um presidente jogou tão contra a própria empresa que preside”, acrescenta o dirigente da Fetec-SP e membro da CEBB, Getúlio Maciel.  

Intransigência

Tanto CEBB quanto CEE/Caixa se reuniram com as direções dos bancos para buscar esclarecimentos sobre as reestruturações, assim como cobrar prazos para que as medidas fossem debatidas com os bancários. Entretanto, as direções da Caixa e BB se negaram a conceder prazo para o debate.

Próximos passos

Em calendário unificado de luta, bancários do BB e da Caixa já preparam novos atos para o dia 10 de março, Dia de Defesa dos Bancos Públicos e dos Direitos, e dia 18, que em conjunto com outras categorias promoverão o Dia de Defesa do que é Público.

"Temos de ampliar este debate sobre a crueldade da reforma administrativa implementada no Banco do Brasil. Nós, colegas, temos a missão de fazer chegar a todos que conhecemos a importância da unidade na luta contra este desmonte. A defesa não é somente contra as maldades desta reforma administrativa que atacou nossos cargos e salários, mas também em defesa do banco público e da soberania nacional", conclama Fukunaga.

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“No próximo dia 10 teremos reuniões em unidades de todo país para fazermos a consulta para que no dia 18 os empregados da Caixa e os bancários em geral estejam juntos com as demais categorias de trabalhadores em defesa do patrimônio do povo brasileiro e da soberania nacional”, conclui Dionísio.

Calendário unificado de atividades

10/03 – Dia de defesa dos Bancos Públicos e dos Direitos

18/03 – Defesa do que é Público



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