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Ato contra homofobia chama atenção da população

Linha fina
Manifestação do Sindicato na Praça do Patriarca contou com participação da Companhia Ágata de teatro
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São Paulo - “Alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial.” O trecho da música Fora de Ordem, de Caetano Veloso, foi cantado repetidas vezes pelos atores da Companhia Ágata de teatro, no início do ato promovido pelo Sindicato na Praça do Patriarca por conta do Dia Internacional de Enfrentamento à Homofobia (17 de maio).

A encenação, nesta terça-feira 15, atraiu a população. Os atores misturaram histórias reais de jovens homossexuais agredidos em São Paulo e encerraram a apresentação com o mote da campanha deste ano: “Eu respeito você, e você?”.

> Fotos: Sindicato em ato contra homofobia
> Vídeo: ato marca Dia Internacional Contra a Homofobia

A atividade organizada pelo Núcleo LGBT do Sindicato faz parte da luta por igualdade de oportunidades. A entidade é uma das primeiras categorias do Brasil a conquistar direitos iguais para dependentes de funcionários da mesma orientação sexual.

O dirigente sindical e representante do Sindicato no Coletivo Estadual LGBT da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maikon Azzi, ressaltou que as diferenças são de classe social, de raça, de religião e também de orientação sexual, e todas devem ser respeitadas. “Homofobia representa ódio, raiva, e destroi famílias em toda a sociedade.”

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A secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, lembrou que “o Sindicato dos Bancários é um sindicato cidadão, que olha para a população que está à margem da sociedade”. Raquel também falou sobre a luta pela tolerância: “A população deve refletir sobre de que maneira cada um pode promover a tolerância e ter uma sociedade mais justa”.

Canal de denúncia – O disque 100 é um dos canais de denúncia contra homofobia e também de crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Para os bancários que presenciarem crimes de homofobia dentro do local de trabalho, a ação pode ser denunciada ao Sindicato. Basta entrar em contato com a Secretaria de Saúde. A denúncia pode ser anônima, por e-mail ([email protected]) ou telefone (3188-5200). Os trabalhadores também podem conversar com dirigentes sindicais sobre o assunto.


Gisele Coutinho – 15/5/2012

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