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Destruição dos seus direitos pode ser votada até o fim do mês

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Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou relatório favorável à "reforma" trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça, que será votado na quarta 28, último passo antes de ir ao plenário do Senado; pressão para que senadores rejeitem projeto é fundamental e urgente
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Arte: Márcio Baraldi

São Paulo – A previsão do presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), é de que a "reforma" trabalhista de Temer, que desmonta a Consolidação das Leis do Trabalho ao alterar cerca de 100 de seus artigos, será votada no plenário do Senado até o fim do mês. Após ser rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado na terça-feira 20, o projeto chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira 21, quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou relatório favorável à proposta que destrói os direitos dos trabalhadores brasileiros.

Após a votação do que foi apresentado por Jucá na CCJ, o que deve ocorrer na quarta-feira 28, os relatórios aprovados em três comissões do Senado (CAE, CAS e CCJ) serão enviados para apreciação do plenário da casa. O relatório da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que rejeitou o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB) e aprovou o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS), contrário ao projeto de desmonte trabalhista do governo Temer, pode ser considerado em plenário. Entretanto, geralmente, o plenário vota nos termos do parecer mais pertinente que, no caso, é o da CCJ.

Quiz: Você sabe quem foi contra a 'reforma' trabalhista na CAS?

“A mobilização dos trabalhadores arrancou uma importante vitória na CAS. Vencemos uma batalha, mas ainda não vencemos a guerra. Nossa pressão está valendo e agora temos de aumentar ainda mais a mobilização e pressionar os senadores da CCJ (veja abaixo) a não votarem contra os trabalhadores. Não podemos baixar a guarda até que derrotemos, de uma vez por todas, a destruição da CLT”, conclama a secretária de Imprensa e Comunicação do Sindicato, Marta Soares.

Clique aqui para mandar e-mails para os senadores.

“Também é muito importante a unidade e mobilização dos trabalhadores na construção de uma nova e ainda maior greve geral no dia 30, que pode ser adiantada conforme o trâmite das reformas no Congresso. Por isso, o Sindicato está percorrendo os locais de trabalho para referendar juntos aos bancários nossa participação na greve contra a retirada de direitos, o fim da aposentadoria, em defesa dos bancos públicos e por eleições diretas para a Presidência, Câmara e Senado”, conclui Marta.

Greve geral é a principal arma contra reformas de Temer

Assembleia  Venha eleger na segunda-feira 26, os delegados que representarão os bancários de São Paulo, Osasco e região na Conferência Estadual, a ser realizada em 15 de julho. A assembleia vai votar também a participação da categoria na greve geral. Leve crachá do banco e documento com foto para o credenciamento. Será a partir das 19h, na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé).