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Empregados do BNDES definem pauta específica

Linha fina
Um dos problemas será o início das negociações para a renovação do acordo coletivo, sem ao menos o BNDES ter cumprido o acordo que está terminando
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Rio de Janeiro - O 3º Congresso dos Empregados do BNDES, realizado na segunda 25 e terça 26 no Rio de Janeiro, definiu a pauta específica de reivindicações da Campanha 2014.

Com o lançamento de espaço no site da Afbndes, foi possível previamente receber inúmeras contribuições, o que acrescentou à pauta anterior uma série de novas reivindicações, muitas delas relacionadas às condições de trabalho.

Um dos problemas será o início das negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2016, sem ao menos o BNDES ter cumprido o acordo vincendo.

O banco, apesar de ter assinado por 3 vezes, a partir do ACT 2012/2014, não concluiu a negociação e não implantou a GEP Carreira, o novo plano de cargos.

"Durante o 3º Congresso, avaliamos medidas com relação a esse desrespeito ao acordado e ao seu não cumprimento. Os empregados ficaram completamente descrentes com a atual direção do banco", salienta Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT, que participou de todo o evento.

Previdência - Outra questão que também vai dar "pano para a manga", ou pior, faltar pano para manga, diz respeito a alterações unilaterais que o BNDES está preparando para aplicar no regulamento de benefícios da FAPES. "Sem qualquer negociação com as entidades sindicais ou as associações representativas dos empregados, sabemos que virão mudanças que mexerão com os direitos dos participantes", alerta o diretor da Contraf-CUT.

"Dadas as sérias repercussões na vida de aposentados e empregados da ativa, sendo que novos empregados já estão condenados a joias altíssimas, temos de condenar essa postura de mudanças de maneira unilateral, sem buscar o meio das negociações para se buscar soluções definitivas, factíveis e que além de garantir os direitos dos participantes assistidos e ativos, preservassem o princípio isonômico de tratamento", enfatiza Miguel.

Após a análise jurídica de mais esse pacote, que está por vir, as entidades sindicais certamente irão se manifestar com mais precisão, na defesa dos direitos dos participantes da FAPES.

Outra situação discutida no 3º Congresso, que também passou da hora ser resolvida, diz respeito aos empregados do grupamento C e os anistiados. De acordo com divulgação recente do BNDES, estes nem estavam sendo considerados no número total de funcionários da empresa. Além de questões específicas desse grupamento, a pauta de reivindicações solicita tratamento igualitário para todos.

Assembleias - A pré-pauta definida no 3º Congresso será agora disponibilizada aos sindicatos dos bancários do Rio, São Paulo, Brasília e Pernambuco, para a aprovação nas respectivas assembleias.

O calendário inicial previa assembleias para ocorrer nesta quarta-feira, dia 27, com a entrega da pauta ao BNDES nesta sexta-feira, dia 29. Infelizmente esse calendário se mostrou inviável.

As novas datas definidas entre as entidades sindicais e a AFBNDES estabelecem indicativo de assembleias até o dia 8 de setembro para a aprovação da pauta de reivindicações, com entrega à diretoria do banco no mesmo dia.

A Contraf-CUT, em nome das entidades sindicais, irá encaminhar documento oficial ao banco para assegurar o cumprimento das formalidades legais com relação a garantia da data base em 1º de setembro e o cumprimento do acordo vincendo até a formalização do novo instrumento.

Avaliação - "Gostaria de parabenizar a nova direção da Afbndes pelo empenho e esforço para ampliar a participação de todos, inclusive, quando definimos conjuntamente que a participação no congresso era aberta a todos os interessados. O trabalho de organização das demandas, novas e as chamadas históricas, também mereceu destaque", frisa Miguel.

"Aliás, me surpreendeu a quantidade de denúncias de problemas sérios que ocorrem cotidianamente, através dos relatos dos presentes. Muitas dessas denúncias me deixou extremamente alarmado e deixou o desafio de como temos de avançar nas relações internas de trabalho no BNDES para superar graves situações de assédio moral, que me pareceu estar crescendo nas relações internas", aponta Miguel. "Pelos relatos, me pareceu que o BNDES se coloca acima da lei, em vários casos, o que é um absurdo", ressaltou.


Contraf-CUT, com edição da Redação - 1º/9/2014

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