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Organização internacional

5ª Conferência Regional da UNI Américas discute transformações no mundo do trabalho

Em encontro virtual, trabalhadores de vários países do continente americano trocam experiências e debatem o futuro da organização sindical diante de um mundo digital e do avanço da extrema direita e do neoliberalismo

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 03/12/2020 22:16 / Atualizado em 04/12/2020 14:08

Arte: UNI Américas

Dirigentes sindicais de toda a América Latina participaram, nesta quinta-feira 3, da 5ª Conferência Regional da UNI Américas, realizada pela primeira vez de forma virtual devido à pandemia de coronavírus. Com o tema Construindo o Futuro, os participantes discutiram as transformações no mundo do trabalho, com o avanço tecnológico, e formas de resistência diante do recrudescimento do neoliberalismo e da extrema direita no mundo. Os trabalhadores trocaram experiências, relatando as realidades de seus países, na tentativa de construir soluções conjuntas para os desafios a serem enfrentados.

A UNI Américas é o braço no continente da UNI Global Union, sindicato global que reúne entidades de 140 países, representando mais de 20 de milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todos os continentes. A Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) é filiada à Uni e participou da Conferência com uma delegação que reuniu vários dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, entre eles, a presidenta, Ivone Silva, a secretária-gera, Neiva Ribeiro, a diretora executiva Rita Berlofa, que é presidenta da UNI Finanças Mundial (braço da UNI para o setor financeiro), e a dirigente Lucimara Malaquias, eleita, na terça-feira 1º, presidenta da UNI Américas Juventude.

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A presidenta do Sindicato (foto abaixo) destacou a importância da organização internacional dos trabalhadores. “Assim como o capital ultrapassa as fronteiras entre países, nós trabalhadores temos de nos organizar internacionalmente. E este evento é o espaço para consolidarmos isso”, disse Ivone Silva.

“Também é fundamental construirmos mecanismos de negociação coletiva que deem conta de acompanhar as transformações no mundo do trabalho, nos processos de digitalização. Principalmente neste momento em que o projeto neoliberal tenta se impor como hegemônico e destruir os direitos e conquistas de trabalhadores do mundo todo”, acrescentou.

Foi lembrado, durante o debate, que a tecnologia tem tirado os trabalhadores de seus tradicionais locais de trabalho. O home office, que avançou no Brasil por conta da pandemia, mas que se mostra uma realidade para além da pandemia, é um exemplo.

Os dirigentes do Sindicato ressaltaram que, devido à forte organização da categoria bancária no país, já estão sendo negociados e firmados acordos de teletrabalho (home office) em diversos bancos, como o Bradesco e o Itaú. Mas o desafio de como organizar os trabalhadores quando eles estão em casa e não mais nos espaços da empresa, foi um dos assuntos mais discutidos nesta quinta-feira 3.

 

 

A secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro, apontou a tecnologia como uma ferramenta que pode e deve ser usada para auxiliar nessa organização. “A tecnologia está sendo usada pelo capital para reduzir empregos, mas ela é uma ferramenta que deve servir para o bem da sociedade. Os trabalhadores têm de se apropriar das ferramentas tecnológicas, da inteligência artificial, do big data. Para usar isso a favor do nosso movimento. Para que consigamos organizar as pessoas a partir de onde elas estiverem. Precisamos nos apropriar para que essas transformações digitais e tecnológicas não minem a nossa organização”, ponderou.

“No Brasil, na Contraf, no nosso Sindicato, nós temos experiências concretas. Como a Campanha Nacional dos Bancários deste ano, que foi toda realizada de forma remota, das mesas de negociação com os bancos às assembleias e plenárias digitais que reuniram mais de 120 mil bancários em todo o país, passando pela mobilização nacional da categoria nas redes sociais. Usando a tecnologia a nosso favor, conseguimos reverter as propostas rebaixadas apresentadas pelos bancos nas mesas iniciais e sair vitoriosos, com reajustes e todos os nossos direitos mantidos por dois anos”, destaca. São experiências que precisam ser compartilhadas com os sindicatos de outros países”, destacou.

Conferências

A 5ª Conferência Regional da UNI Américas se encerra nesta sexta-feira 4. Antes dela foram realizadas a 5ª Conferência da Juventude da UNI Américas, na terça-feira 1º, e a 6ª Conferência da UNI Américas Mulheres. Na próxima semana, dias 10 e 11, acontece a Conferência da UNI América Finanças.


 



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