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Chapéu
8 de Março

Projeto do Sindicato já atendeu 83 mulheres vítimas de violência doméstica

Linha fina
Iniciativa do Sindicato - que oferece gratuitamente atendimento jurídico especializado a mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero, bancárias ou não, e também para vítimas de racismo - é uma das ações da entidade por um mundo mais justo e igualitário para todos
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Montagem: Linton Publio

O projeto Basta! Não irão nos calar - iniciativa do Sindicato que oferece gratuitamente atendimento jurídico especializado a mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero, bancárias ou não, e também para vítimas de racismo - já atendeu 93 casos de violência doméstica.

“Destes 93 casos, 83 são mulheres atendidas diretamente, e outros 10 são homens. Estes homens não são vítimas de violência doméstica, mas sim testemunhas da violência contra uma mulher. São filhos, irmãos e pais que nos procuraram porque havia uma mulher nas suas relações familiares que sofria violência doméstica. É importante pontuar isso, uma vez que a luta por uma sociedade sem violência doméstica depende da responsabilização dos homens em relação ao tema”, explica a advogada e coordenadora do projeto, Phamela Godoy.  

Em relação às medidas tomadas em cada caso, 43 foram de orientação e encaminhamento para o serviço público; 38 medidas protetivas vigentes contra os agressores; 32 inquéritos policiais; cinco processos de injúria, sendo um de injúria racial e outros quatro no contexto de violência doméstica; e 11 ações cíveis. 

Machistas, racistas, vocês não irão nos calar!

O projeto Basta! Não irão nos calar foi muito bem visto por outras entidades representativas da categoria, que já solicitaram apoio do Sindicato para implementar iniciativas semelhantes em suas bases. Um dos exemplos é o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, que está lançando nesta segunda-feira 8, Dia Internacional da Mulher, o seu canal de atendimento às bancárias vítimas de violência doméstica e familiar, batizado como Mulher, não se cale. 

“Este é um projeto do qual o Sindicato se orgulha muito, cada dia mais, pois sabemos o tamanho da sua relevância em um país que ocupa a quinta posição em número de assassinatos de mulheres no contexto doméstico e familiar. Ainda mais quando o atual governo reduziu em 19%, de 2020 para 2021, a verba destinada para políticas para mulheres, sendo que em 2020 apenas 6% deste orçamento foi de fato aplicado. Por outro lado, as denúncias no 180 aumentaram 35% no ano passado. O Sindicato, enquanto um sindicato cidadão, acredita que outro mundo é possível. Um mundo mais justo e igualitário para todas e todos. Nesse sentido, para nós, fazer um projeto de acolhimento desta mulher vítima de violência, bancária ou não, é muito importante”, enfatiza a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro. 

Como procurar o projeto Basta! Não irão nos calar

Para buscar o projeto Basta! Não irão nos calar, o denunciante, seja para casos de violência contra a mulher como para racismo, pode agendar o atendimento pela Central de Atendimento do Sindicato, por meio do telefone 11 3188-5200, ou utilizar diretamente o canal do WhatsApp (11 97325-7975), que funciona inclusive aos finais de semana. 

Outras iniciativas 

O Sindicato conta com um coletivo de Gênero desde a década de 90 e leva questões e reivindicações relacionadas ao tema para debate com os bancos na mesa de Igualdade de Oportunidades, clausulada em Convenção Coletiva de Trabalho em 2000, da qual vieram conquistas como a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses e a licença-paternidade ampliada de 20 dias, condicionada a realização de curso de paternidade responsável.

Categoria conquistou cláusulas de apoio às mulheres vítimas de violência

Na Campanha Nacional dos Bancários 2020, a categoria mais uma vez demonstrou ser vanguarda na luta por uma sociedade mais justa e igual para todos, conquistando a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho 2020, assinada em 4 de setembro, cláusulas de prevenção à violência contra a mulher (cláusulas 58 a 54). Entre as medidas conquistadas estão: comunicado interno, a ser enviado pelos bancos aos trabalhadores, sobre prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher; canal de apoio à bancária vítima de violência; e outras medidas de apoio como, por exemplo, a realocação da bancária vitima de violência em outro local de trabalho, garantindo o sigilo do mesmo, e linha de crédito ou financiamento especial para estas mulheres.