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Sindicato cobra esclarecimentos do banco Carrefour sobre denúncias

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O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região recebeu uma série de denúncias de trabalhadores do banco Carrefour (Carrefour Soluções Financeiras). Os problemas estão relacionados a demissões causadas pela expansão de terceirização em departamentos; não pagamento aos demitidos das horas extras referente ao trabalho realizado nos dias de antecipação dos feriados; e alteração de cargos e funções sem devido aumento salarial.    

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Diante das denúncias, o Sindicato entrou em contato com o banco para cobrar respostas e soluções.    

Demissões injustificadas por conta de possível terceirização   

Em plena crise sanitária e social causada pela pandemia do coronavírus, a entidade teve conhecimento de que o banco continua promovendo demissões. As dispensas mais recentes foram realizadas nos últimos 20 dias. 

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O Sindicato verificou que a maior parte é de um departamento lotado no polo Aricanduva, e apurou que os empregados que lá continuam estão preocupados com seus empregos, já que há confirmação dos gestores sobre avanços da terceirização em algumas áreas no banco.     

Em face desta situação, a entidade cobrou explicações sobre as demissões, inclusive o número efetivo de demitidos, bem como detalhes sobre eventual projeto de ampliação da terceirização e reestruturação.    

Segundo o banco, os desligamentos fazem parte da dinâmica do negócio, ou seja, do turnover (rotativdade de pessoal) natural que ocorre durante o ano, e estão vinculados diretamente com a performance de cada empregado, sem qualquer relação com projetos de terceirização das áreas.    

Contudo, a resposta do banco não convence, já que o Sindicato apurou que as demissões nada têm a ver com o desempenho dos trabalhadores, muitos dos quais estavam empregados no banco há muitos anos e possuíam avaliações recentes positivas. Para completar, os próprios gestores não deram essa justificativa na comunicação dos desligamentos.    

Diante da situação, o Sindicato vai continuar insistindo sobre as demissões, para que o banco as reverta e ainda que se comprometa a não desligar trabalhadores durante a pandemia.    

“O Banco Carrefour tem investido em publicidade para provar que mudou sua conduta após o caso de violência racial que envolveu o grupo francês e resultou, em novembro do ano passado, no assassinato do cidadão negro João Alberto Silveira Freitas, mas para demonstrar coerência, o braço financeiro do conglomerado precisa ter compromisso social e evitar as demissões nesse momento tão delicado de crise social e sanitária causada pela pandemia.”    

Neiva Ribeiro, secretária-geral do Sindicato

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“É ainda inadmissível que o Banco Carrefour acelere qualquer processo interno de terceirização, sem nenhuma responsabilidade com seus empregados, sem planos de realocação para outros departamentos na instituição financeira, principalmente neste momento pelo qual o país atravessa. Desta forma, reforçamos o pedido de informações, bem como a reivindicação para que a instituição financeira do grupo Carrefour deixe de realizar novas demissões”, finaliza a dirigente.    

Pagamento de horas extras referente a antecipação dos feriados   


Alguns dos demitidos relataram ao Sindicato não terem recebido pelas horas extras do trabalho realizado nos dias referentes a antecipação dos feriados, decretada pela prefeitura de São Paulo em virtude do aumento de casos, internações e mortes em decorrência da covid-19.    

De acordo com o termo firmado entre Sindicato e o banco Carrefour, têm direito a folga compensatória os empregados que foram convocados pela empresa e trabalharam nas datas das antecipações dos feriados. E, na hipótese de não efetivadas as compensações, as horas deveriam ser remuneradas como extraordinárias, com adicional de 100%.

E ainda, em caso de rescisão contratual, as folgas não compensadas devem ser pagas com o devido adicional de 100% (cem por cento), junto com as verbas rescisórias, independentemente da forma de desligamento.

Em face dos termos do acordo, o Sindicato cobrou do banco que observassem as regras acordadas para pagamento das horas extras aos empregados desligados.    

O banco reconheceu o erro no pagamento e atendeu o pedido do Sindicato, depositando as diferenças devidas, dessas horas trabalhadas nas antecipações de feriados, nas contas dos ex empregados no último dia 7 de junho.   

Alteração de cargo e funções sem devido aumento salarial    

A entidade sindical também recebeu relatos de empregados que, no ano passado, tiveram reuniões com gestores para alteração de cargos e desempenho de novas funções, resultando em promoção dentro do Banco Carrefour e correspondentes aumentos salariais.  

Ocorre que, passados vários meses, a situação não se regularizou, de modo que os empregados ainda não estão recebendo pelas novas funções, nem tiveram a nomenclatura do cargo devidamente adequada.    

Assim, o Sindicato cobrou para que o Banco apurasse internamente o problema e exigiu uma previsão de data para adequação dos cargos e pagamento das diferenças salariais.   

O Carrefour resistiu e afirmou que as estruturações aconteceram em função das adaptações da pandemia, não cabendo alterações. 

Porém, após insistências e evidências quanto as promessas feitas aos empregados e reais direitos, o banco atendeu a demanda do Sindicato e fará as adequações de 23 empregados, com as alterações de cargos e ajustes salariais correspondentes. Segundo se comprometeu o Carrefour, essas adequações deverão ocorrer a partir do salário do próximo mês, ou seja, até 1º de julho de 2021.    

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