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Chapéu
De fintech para banco

Diante de mudanças no Nubank, diálogo com Sindicato permanece aberto

Imagem Destaque
Imagem feita por inteligência artificial  mostra duas pessoas sentadas frente a frente em uma mesa. ao fundo, elementos que remetem ao Nubank como fintech e um prédio semelhante a um banco

O Nubank se comprometeu com o Sindicato dos Bancários de São Paulo a dar continuidade às negociações para tratar dos direitos dos trabalhadores, além de outros assuntos, em face da intenção da instituição financeira de se transformar em banco.

A compra de 100% do Banco Porto Real de Investimentos pelo Nubank foi noticiada pelo Valor Econômico, na sexta-feira 24. O Sindicato dos Bancários de São Paulo havia sido informado da operação no mesmo dia, durante reunião com representantes da fintech.

Se a aquisição se concretizar, a instituição financeira poderá incorporar uma licença bancária ao seu conglomerado financeiro no Brasil, e poderá manter o termo “bank” em seu nome.

A transação, que ainda depende de aprovação do Banco Central (BC), é necessária em face da Resolução Conjunta nº 17, do BC e do CMN (Conselho Monetário Nacional), que proíbe o uso de termos como “banco” ou “bank” por empresas que não possuam autorização para exercer este tipo de atividade.

Este é o caso do Nubank, que atualmente opera com licenças de Instituição de Pagamento; Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento; e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.

A resolução do BC e do CMN, assim como a decisão do Nubank de buscar sua licença para atuar como banco, são conquistas derivadas de reivindicação do movimento sindical bancário.

O Sindicato e a Contraf-CUT vêm denunciando frequentemente o desequilíbrio regulatório entre bancos e fintechs, e cobrando do Banco Central ações que evitem confusão ao consumidor e garantam segurança ao Sistema Financeiro Nacional.

 “O Sindicato acompanha com atenção essa movimentação e reafirma que o crescimento do Nubank deve ser acompanhado da valorização de quem contribui diariamente com os resultados crescentes da empresa: os trabalhadores”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.  

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