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Sindicato protesta novamente contra exploração e terceirização no BTG

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Dirigentes sindicais em frente ao BTG

Após o ato desta quarta, a direção do BTG reuniu-se com o Sindicato, mas, apesar das cobranças por transparência, o banco continuou sem apresentar dados (foto: Seeb-SP)

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protestou nesta quarta-feira (26), pelo segundo dia consecutivo (leia matéria sobre o ato de terça) em frente ao Banco BTG, na Faria Lima, contra a extrapolação de jornada, falta de controle de ponto e horas extras não remuneradas denunciadas pelos trabalhadores e contra a terceirização da área de tecnologia do banco.

Após o ato desta quarta, a direção do BTG reuniu-se com o Sindicato, mas, apesar das cobranças por transparência, o banco continuou sem apresentar dados. “Nós cobramos que o BTG nos informe quantos trabalhadores estão sem controle de jornada; quantos foram terceirizados para a empresa BTG Tech e qual será o regime de trabalho e a jornada desses trabalhadores. Mas o banco não nos deus essas informações”, relata o diretor do Sindicato, Marcelo Gonçalves.

“Apesar de ter afirmado que vem aumentando o número de trabalhadores com controle de jornada e que todas as áreas têm controle de ponto, o banco se recusa a passar dados imprescindíveis ao processo negocial, como o número de trabalhadores terceirizados”, reforça.

Para o dirigente, a falta de transparência do BTG configura prática antissindical. “Trata-se de um flagrante desrespeito ao Sindicato e principalmente aos empregados que estão adoecendo num regime de trabalho predatório. O Sindicato permanecerá fazendo protestos e estuda outras medidas cabíveis”, anuncia Marcelo.

Entenda os desrespeitos do BTG

Desde o início deste ano, o Sindicato passou a receber várias denúncias de trabalhadores do BTG sobre extrapolação da jornada, ausência de remuneração das horas extras e sem descanso proporcional.

Houve também aumento da procura dos empregados na área de saúde da entidade, relatando adoecimentos diversos, uso de medicamentos controlados e adoecimentos mentais.

“Enquanto o país discute o fim da escala 6x1 e a categoria reivindica a jornada 4x3, o BTG vai na contramão ao impor uma jornada 7x0, e com extrapolação diária de jornada. Uma gestão retrógrada que enriquece cada vez mais o dono do banco à custa do adoecimento dos trabalhadores”, destaca Irene Juarez, diretora do Sindicato.

Além disso, o Sindicato foi informado pelos empregados, entre julho e agosto, que o BTG terceirizaria toda a sua área de tecnologia, que passaria a fazer parte de uma nova empresa, a BTG Tech. Esse processo de terceirização foi feito sem qualquer comunicado ao Sindicato ou tentativa de negociação.

“O Sindicato está ao lado dos trabalhadores do BTG, cobrando melhores condições de trabalho e que o banco respeite a legislação trabalhista. Cumpriremos nossa responsabilidade de dar voz ao sofrimento dos trabalhadores e conclamamos os bancários e bancárias do BTG a continuarem denunciando e nos informando sobre os problemas no banco, pois isso será fundamental para as próximas ações que o Sindicato irá tomar”, acrescenta Marcelo.

Os trabalhadores podem relatar os problemas no banco por meio do Canal de Denúncias do Sindicato.

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