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CRIME ELEITORAL

Artistas cobram Rosa Weber sobre caixa 2 e fake news de Bolsonaro

Sônia Braga, Caetano Veloso, Zezé Polessa e outros artistas fizeram vídeos nas redes sociais cobrando posicionamento da ministra Rosa Weber após reportagem que revelou que fake news contra o PT são financiadas por empresários pró-Bolsonaro

  • Redação RBA
  • Publicado em 19/10/2018 18:58 / Atualizado em 19/10/2018 18:59

Pelo Instagram, artistas querem que ministra Rosa Weber tome providência sobre denúncia de caixa 2 envolvendo Bolsonaro

Arte: RBA

Diversos artistas cobraram a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, nesta quinta-feira 18 sobre o esquema criminoso de caixa dois montado por empresários que apoiam o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) para espalhar fake news – notícias falsas – pelo Whatsapp contra Fernando Haddad e o PT.

O cantor Caetano Veloso, a cantora Tereza Cristina, as atrizes Sônia Braga, Letícia Sabatella, Zezé Polessa, Sophie Charlote e o ator Vladmir Brichta, dentre outros, foram às redes sociais para pedir providências legais sobre o caso (veja o vídeo abaixo). 

"O filho do Bolsonaro mandou gravar dentro das cabines (de votação). Nada acontece. Depois ficou provado que o 'kit gay' era fake news. Ficou provado, mas nada acontece. Agora esse grande escândalo do Whatsapp. Senhora ministra, qual é a posição do TSE?", questiona Sônia Braga. "E então, ministra Rosa Weber, qual é a sua reação a esses escândalos de fake news e crimes eleitorais", cobra Caetano. 

"Criar fake news e espalhar através do Whatsapp para manipular a opinião pública, não constitui crime eleitoral?", pergunta Brichta. "Comprar fake news com dinheiro de caixa dois para ganhar a eleição é ato ilícito. Como cidadã desse país, senhora ministra Rosa Weber, eu espero uma resposta", cobra Zezé Polessa.

O caso revelado nesta quinta-feira (18) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que empresários pagaram milhões de reais para a compra de "pacotes" de mensagens contra contra o PT, a candidatura de Haddad e com ofensas pessoais ao candidato, para serem disparadas em massa pelo Whatsapp como forma de tentar influenciar o resultado das eleições presidenciais.

A ação é crime eleitoral pois, desde 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe a utilização de dinheiro de empresas em campanhas eleitorais, configurando assim prática de caixa dois, pois os recursos não foram devidamente declarados.

 

 

Desde a noite de quinta, a página do TSE no Facebook já recebeu milhares de mensagens de usuários pressionando a tomar providências em relação à campanha de Jair Bolsonaro, utilizando a inscrição "Nós, cidadãos brasileiros, esperamos uma posição do TSE sobre a suposta ilegalidade na campanha do Sr Jair Bolsonaro" nos espaços para comentários dos posts do tribunal.



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