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Bradesco

Sindicato volta a denunciar demissões no Bradesco

Manifestação foi realizada em frente à agência da Avenida Faria Lima, onde clientes relataram piora no atendimento e se mostraram indignados com as demissões feitas por um banco que cobra juros e tarifas tão altas

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 08/10/2020 14:11 / Atualizado em 08/10/2020 19:20

Agência do Bradesco na Avenida Faria Lima foi palco de protesto do Sindicato contra as demissões feitas pelo banco em plena pandemia

Foto: Seeb-sp

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região voltou a protestar contra as demissões feitas pelo Bradesco no meio da crise econômica causada pelo novo coronavírus. É o quinto dia de protestos nas ruas desde que o banco rompeu compromisso próprio e passou a mandar embora trabalhadores durante a pandemia

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O ato desta quinta-feira 8 foi deflagrado na agência em frente ao Shopping Iguatemi, na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista. 

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“Como nos outros locais onde realizamos protestos, lá também a população se mostrou interessada no tema e indignada com as demissões feitas por um banco tão lucrativo no meio da crise causada pela pandemia”, diz o dirigente sindical e bancário do Bradesco Paulo Sobrinho.

Dirigentes do Sindicato em frente à agência do Bradesco palco de protesto contra as demissões promovidas pelo banco

Mesmo em meio à crise econômica, o Bradesco segue lucrando alto. No primeiro semestre de 2020, faturou R$ 7,626 bilhões, crescimento de 3,2% na comparação com o trimestre anterior. Em 12 meses, foi registrada redução de 40% no lucro, mas isso devido ao reforço da chamada Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que é a despesa feita pelos bancos para cobrir possíveis calotes, que cresceu R$ 3,8 bilhões. 

De acordo com reportagem da Agência Estado, no primeiro semestre de 2020 o Bradesco foi a empresa de capital aberto com o maior lucro em toda a América Latina.

 

 

“Os clientes deixaram claro que consideram um absurdo demitir, não só porque o banco segue lucrando, mas porque pagam altas tarifas e juros extorsivos, e estão sentindo a piora no atendimento, em particular naquela agência”, relata Paulo Sobrinho.    

“Já passou da hora do Bradesco voltar atrás com essas demissões, haja vista a promessa feita pelo banco de que não demitiria durante a pandemia e diante do resultado do banco que segue positivo. Os bancários demitidos nos relatam que já estão enfrentando carestia por causa das dificuldades econômicas. É inaceitável um banco tão lucrativo e que ganha tanto da sociedade demitir trabalhadores em um momento tão delicado como este. Vamos continuar denunciando para os clientes e a população esta atitude insensível do Bradesco até que o banco interrompa essas demissões”, afirma o dirigente. 



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