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Segue o golpe!

Senador favorável à reforma vai presidir comissão mista sobre lei trabalhista

Parlamentar do PP-AC votou com o governo e vice será do PTB maranhense; sindicalistas tentam emplacar deputado do PSB, dirigente da Força, como relator

  • Rede Brasil Atual, com informações da Agência Câmara e edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/03/2018 12:16 / Atualizado em 07/03/2018 12:17

Senador Gladson Cameli é empresário e apoiou a "reforma" de Temer

Foto: Divulgação

São Paulo – A comissão mista (Câmara/Senado) que vai analisar a Medida Provisória (MP) 808, que muda itens da "reforma" trabalhista, será presidida pelo senador Gladson Cameli (PP-AC) e terá como vice o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA). A relatoria será definida na terça-feira 13. Sindicalistas tentam emplacar o nome de Bebeto (PSB-BA), dirigente da Força Sindical e crítico da reforma.

Foram apresentadas 967 emendas, boa parte delas referentes ao chamado trabalho intermitente, um dos itens mais criticados. Também há propostas sobre representação no local de trabalho, atividades de mulheres grávidas e lactantes em locais insalubres e jornada 12x36. A MP determina que a "reforma" vale inclusive para contratos em vigor antes de 11 de novembro, quando a lei passou a valer – outra questão controversa.

Golpe contra os trabalhadores - Empresário, Gladson Cameli foi favorável ao projeto de "reforma" durante a tramitação no Congresso. Ele endossou o discurso de que as mudanças na lei eram favoráveis inclusive ao trabalhador. Destacou a prevalência do negociado sobre o legislado, o parcelamento das férias, a flexibilização da jornada e o trabalho intermitente, entre outros itens. 

A MP foi enviada ao Congresso em novembro, pouco depois da entrada em vigor da Lei 13.467, que modificou mais de uma centena de pontos da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT). Para apressar a aprovação do projeto, o governo fez com que o Senado não alterasse nenhum item, o que mandaria o texto de volta à Câmara. Como "contrapartida", mandou a MP para modificar alguns trechos da lei considerados mais polêmicos. O Congresso tem até 23 de abril para analisar a medida.

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