13ª rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 (Foto: Seeb-SP)
Atualização: No começo da 13ª mesa de negociação com os banqueiros, a Fenaban recuou e propôs a reposição total da inflação (100% do INPC) também para os vales alimentação e refeição, assim como já havia proposto ontem para os salários e demais verbas. O Comando Nacional dos Bancários segue cobrando valorização real para salários e todas as verbas. A negociação está em pausa e retorna em breve. Fique atento ao site e redes sociais do Sindicato para atualizações.
No início da tarde desta sexta-feira, 28 de agosto, Dia do Bancário e da Bancária, teve início a 13ª rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O Comando Nacional dos Bancários cobra uma proposta com valorização real para salários, PLR, vales alimentação e refeição, piso e demais verbas, além de melhores condições de trabalho, combate ao adoecimento e proteção ao emprego.
Fique atento ao site e redes sociais do Sindicato para atualizações das negociações, encaminhamentos e convocações de novas ações de mobilização.
Última proposta
Na rodada anterior, em 27 de agosto, após dois meses de negociações e várias propostas abaixo da inflação dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários derrotou a tentativa da Fenaban de impor um arrocho salarial para a categoria. Já na parte da noite, os banqueiros apresentaram uma proposta com reposição total da inflação (INPC) para salários, com estimativa em torno de 4% para a data-base da categoria (1 de setembro).
A reposição total da inflação seria aplicada também para as demais verbas, incluída a PLR, com exceção dos vales alimentação e refeição. Para o VA, a Fenaban propôs basear o índice de reajuste na inflação da alimentação em domicílio, medida pelo IPCA, com estimativa de 2,99% para a data-base. Já para o VR, a proposta dos banqueiros foi basear o reajuste na inflação da refeição fora do domicílio, com estimativa em torno de 4% para a data-base.
Além da pauta econômica, a negociação também avançou em cláusulas sobre a NR-1; gestão ética da tecnologia; direito à desconexão; requalificação e realocação profissional; indenização adicional de bancários demitidos em virtude de fechamento de agências, uma questão pendente da mesa sobre proteção ao emprego; entre outros pontos.
Nas mesas, o Comando Nacional também venceu a tentativa dos banqueiros de retirar direitos como a gratificação de caixa, função a qual os banqueiros alegam estar em extinção, e congelar verbas.
Apesar de vencidas as propostas anteriores - que traziam perdas salariais, congelamento de verbas, inclusive da PLR, e retirada de direitos - o Comando Nacional dos Bancários avalia que a última proposta econômica da Fenaban, apresentada em 27 de agosto, não é suficiente, uma vez que não traz valorização real para a categoria. Por isso, foi rejeitada em mesa de negociação.
Negociações anteriores
- Mesa 12: Comando Nacional dos Bancários derrota propostas de arrocho salarial, mas índice ainda é insuficiente
- Mesa 11: Comando Nacional dos Bancários rejeita mais duas propostas. Sem aumento real não dá!
- Mesa 10: Fenaban propõe reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Mesa 9: Banqueiros, mais uma vez, não apresentam proposta. Bancários cobram índice de reajuste!
- Mesa 8: Mobilização dos bancários fez bancos retirarem proposta de reajuste por faixas salariais
- Mesa 7: Banqueiros apostam na divisão da categoria e não apresentam índice. Assembleia dia 17
- Mesa 6: Banqueiros, mais uma vez, não apresentam proposta. Bancários cobram aumento real!
- Mesa 5: Diante dos lucros bilionários dos bancos, bancários cobram aumento real para salários e demais verbas
- Mesa 4: Fenaban ameaça mesa única e Comando Nacional reforça unidade na defesa da categoria
- Mesa 3: Comando Nacional cobra igualdade de oportunidades e medidas para combater discriminação, diferenças salariais e endividamento da categoria
- Mesa 2: Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
- Mesa 1: Em 1ª negociação da Campanha Nacional, Sindicato pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão